Comunicado de Imprensa

Dia Internacional das Raparigas na Ciência: Ciência Viva revela 115 alunas para quem a ciência é uma paixão 

08 de Fevereiro de 2022



“Descobri que com a ajuda de códigos criados por mim e com imaginação e alguma mecânica, as máquinas são uma ajuda importante para combater as alterações climáticas e proteger a natureza. Adoro trabalhar com sensores e até já montei um para avaliarmos a qualidade do ar, com a ajuda dos meus colegas do Clube Ciência Viva na minha escola. Quero muito ser cientista para poder ligar as duas áreas que tanto gosto: a robótica e a natureza”.

Marta Pepê, 4º ano, Centro Educativo Alice Nabeiro, Campo Maior

 

“As pessoas gostam sempre de coisas belas, eu também. Para mim, a maior beleza que há é o universo. Não quero dizer só o universo em si mesmo, mas também as relações entre os seus componentes, as regras por trás do universo e o processo de descobrir estas regras. Os métodos científicos dão-nos o melhor ponto de vista para apreciar esta beleza, porém, ainda não conhecemos totalmente a beleza do universo. Há muito mais que está à nossa espera por explorar e, no caminho de explorar, divertimo-nos muito!”

Ye Jinghao, aluna do 12º ano da Escola Secundária Júlio Dantas, Lagos


O universo começou com um Big Bang” terá sido o meu primeiro contacto com a Física, no 1º ciclo. Assim explodiu a minha própria singularidade, como menina curiosa que adora fazer perguntas acerca do universo. A Física é uma grande paixão que tenho. Quando crescer, quero ser engenheira. Digo isto porque a Engenharia é a disciplina que me permitiria concretizar os meus sonhos teóricos em realidades palpáveis. Adoraria criar algo que possa fazer a diferença no mundo”.

Marta Vasconcelos, aluna do 12º ano da Escola Secundária Daniel Sampaio, Sobreda


“Cresci a ouvir falar de ciência e em ser cientista, o que fez com que desde nova soubesse qual seria o meu futuro. O interesse e a curiosidade pelo cérebro – a forma como funciona e como comunica com todo o nosso corpo tão rapidamente – foi crescendo ao longo dos anos, até me trazer ao curso de Bioengenharia, que irá ajudar a satisfazer algumas das minhas curiosidades, criar muitas outras questões, e certamente me dará a oportunidade de ser uma grande mulher na ciência.

Beatriz Varela, aluna do Curso de Bioengenharia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

 

Estes são quatro dos 115 testemunhos reunidos na primeira edição do livro “Raparigas na Ciência”, que a Ciência Viva lança a 11 de fevereiro, Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, às 11.00, no Auditório José Mariano Gago, no Pavilhão do Conhecimento, com transmissão via streaming na sua página de YouTube

Como forma de apoiar e promover o acesso das mulheres e raparigas à educação, formação e atividade de investigação científica, tecnológica, de engenharia e matemática, a Assembleia-Geral das Nações Unidas declarou o 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência. A 11 de fevereiro de 2022, a Ciência Viva lança a primeira edição do livro “Raparigas na Ciência”, que dá a conhecer os rostos de 115 estudantes, captados em registo selfie, de norte a sul do país e do primeiro ciclo ao ensino universitário, que têm demonstrado o seu interesse pelas áreas da ciência e da tecnologia, participando em projetos científicos durante o seu percurso escolar. 

“Portugal está a tornar-se um caso sério com o número de estudantes que escolhem ciências, engenharias e matemática. O nosso país está em 4º lugar, e acima da média EU, na percentagem de mulheres cientistas e engenheiras. Há ainda um trabalho longo, persistente e continuado a fazer. É preciso dar-lhes oportunidades de escolherem desde muito cedo sem preconceitos e sem a senha do clube ‘Menina não entra’. Neste caminho não pode haver paragens, desistências ou faltas de apoio. É preciso dar oportunidades para que as escolhas sejam possíveis”, refere Rosalia Vargas, Presidente da Ciência Viva.

A par do projeto “Mulheres na Ciência”, criado em 2016, este livro destina-se a alargar o debate sobre a participação das mulheres e raparigas na ciência, engenharias e tecnologias para inspirar as novas gerações para percursos académicos e profissionais nestas áreas.

E porque neste dia se celebra o acesso das raparigas às áreas científicas, nunca será demais lembrar a importância do acesso a outras áreas do conhecimento. Por isso a Ciência Viva irá simbolicamente neste dia oferecer instrumentos musicais ao Afghan National Institute of Music (ANIM), cuja Orquestra Zohra se encontra a residir em Portugal. 10% da bilheteira do Pavilhão do Conhecimento do mês de fevereiro reverterá também para esta Causa que Apoiamos.

A sessão presencial contará com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. 

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