Comunicado de Imprensa

Ciência Viva no Laboratório: em 25 anos 17 500 estudantes trocaram a toalha de praia pela bata de cientista

06 de Julho de 2021



Para alunos do 9.º ao 12.º ano · Estágios gratuitos

O lançamento da 25.º edição da Ciência Viva no Laboratório  terá lugar no dia 9 de julho, sexta-feira, às 11.00, no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), na presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, da Presidente da Ciência Viva, Rosalia Vargas, e do CEO da Hovione, Guy Villax, empresa que tem absorvido alguns dos estudantes que frequentaram os estágios de Verão da Ciência Viva. 
 
O sol espreita lá fora e antevê-se um belo dia de praia para os alunos que já estão de férias, mas Frederico Silva, aluno do 11.º ano de Geometria Descritiva dos Salesianos do Estoril, nem pestanejou na hora de se inscrever no estágio “Modelação Digital 3D - MD3D”, que está a frequentar esta semana no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL). “Eu já estou de férias!”, responde, de sorriso nos lábios, quando lhe perguntamos quando vai de férias. Sentado ao computador, e com o apoio do investigador José Alberto Rodrigues, está a criar uma imagem 3D de um koala numa árvore, o segundo exercício do segundo dia de estágio “Ciência Viva no Laboratório”. Mas a cabeça de Frederico, que vem todos os dias para o ISEL de Metro, já está mais à frente: “Estou à espera de saber se entrei no estágio de programação, que é outra das minhas áreas de interesse”.

Na mesa da frente, Vicente Couto, aluno do 9.º ano de Economia do Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, o mais novo do grupo desta semana, é um apaixonado da saga “Star Wars” e por isso no ecrã do seu PC avistamos um sabre de luz em 3D. Com interesse na área da matemática e da programação informática, colocou este estágio em primeiro lugar na ordem de preferências porque considera importante “abrir os horizontes” nesta altura do seu percurso de estudante. E planos para o resto do Verão? “Já sei que vamos fazer algumas das atividades da Ciência Viva no Verão, lá em casa somos fãs!”.

Noutra ponta do edifício, o Centro de Estudos de Engenharia Química (CEEQ) do ISEL abre as portas esta semana a um grupo de alunos da Escola Secundária de Mem Martins – três raparigas e um rapaz - que irão frequentar os estágios “Extração de Quitina a partir de cascas de crustáceos e sua conversão em quitosana” e “Extração e Saponificação da Trimiristina da Noz-Moscada”. Ainda com algumas dúvidas sobre o curso universitário a seguir, Ana Beatriz Alves inscreveu-se neste estágio para “ver as várias opções que tenho num contexto real de investigação”. Alexandra Costa é uma das investigadoras encarregue de acompanhar os estagiários, algo que faz desde o início do programa da Ciência Viva, em 1996. Fazendo um balanço deste quarto de século, diz que tem apanhado maioritariamente “alunos muito curiosos e motivados”. Alguns tornam-se estudantes de licenciatura e de mestrado do ISEL. É o caso de Luís Filipe Guerra, que na sexta-feira regressa a esta casa como Alumni. Frequentou em 2004 e 2005 estágios do CEEQ e atualmente é engenheiro de produção na Hovione, empresa farmacêutica que tem absorvido, anos mais tarde, alguns alunos “Ciência Viva no Laboratório”.

Daniel Santos foi outro dos estudantes que escolheu o ISEL para fazer um estágio no Verão de 2010. “A experiência excedeu as minhas expetativas. Para além de ter sido concretizado num ambiente universitário, no Laboratório de Engenharia Química do ISEL, fui muito bem recebido, bem acompanhado e foi bastante útil. Na altura senti que os meus colegas achavam que estavam a perder uma semana de férias para ir fazer um estágio. A minha perceção é que o estágio era um ganho, eu estava a adquirir novas experiências e competências”.
“Sempre tive algumas dúvidas se queria seguir a área da medicina ou das ciências farmacêuticas. O estágio veio dar-me as competências no desenvolvimento do método científico: colocação de uma hipótese, desenvolvimento de uma metodologia, objetivos, verificar e testar se a hipótese correspondia à realidade. Creio que este gosto pelo método científico surgiu a partir deste estágio”.
Hoje com 27 anos, Daniel é médico do Hospital Amadora Sintra a tirar a especialidade de anestesiologia.

CIÊNCIA VIVA NO LABORATÓRIO: HÁ 25 ANOS A FORMAR CIENTISTAS
 
Há um quarto de século que a Ciência Viva organiza ininterruptamente, todos os Verões, a Ciência Viva no Laboratório. Durante uma ou duas semanas, os estudantes do 9.º ano e do ensino secundário têm a oportunidade única de viver o dia a dia da investigação científica em contexto real, trabalhando lado a lado com os cientistas. Os estágios são gratuitos e decorrem entre 5 de julho e 13 de setembro. Na edição deste ano estão disponíveis 178 estágios e 472 vagas, em 45 unidades de investigação de todo o país. O objetivo é inspirar as gerações mais novas para percursos académicos e profissionais em áreas científicas. Em 25 anos 17 542 alunos frequentaram 5699 estágios da Ciência Viva no Laboratório.
 
Consulte o press kit.

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