Neurociência, memória e ficção

14 de Março, 19.00


Auditório José Mariano Gago


Serão as memórias simplesmente gravadas e armazenadas no nosso cérebro ou são um processo contínuo e influenciado pela nossa experiência de vida? O que intervém na sua formação, consolidação ou recuperação?

As investigadoras Ewa Miendlarzewska e Ana Raposo debatem com o público sobre estas e outras questões relacionadas com a memória, a partir de excertos do livro de ficção científica Mirador de La Memória, de Ewa Miendlarzewska.

 




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Ewa Miendlarzewska


Investigadora em neurociências, definindo-se também como storyteller e escritora de ficção científica. Trabalha atualmente na Universidade de Genebra, no Neurofinance lab, e investiga temas como a influência da memória na tomada de decisão ou como a recompensa intervém, a longo prazo, na formação da memória declarativa. Na sua investigação recorre a técnicas como a neuroimagem, ensaios hormonais e métodos comportamentais.

 

Ana Raposo


Professora e investigadora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e especialista em memória episódica e memória semântica. No Centro de Investigação em Ciências Psicológicas, através de métodos comportamentais e de neuroimagem procura compreender os mecanismos que estão na base da recuperação de experiências passadas e na expressão de conhecimento.

 

Resumo do livro Mirador de La Memória


Paulina Kochanowska é uma neurocientista vítima de suas próprias invenções. Está em prisão domiciliária, tendo sido acusada de má conduta ética por experiências com transferência de memória humana. Para combater uma intrigante epidemia de solidão humana, Paulina, junto com um grupo de neurocientistas, tentou unir as experiências de vários cérebros num supercomputador alojado num local secreto em Ticino - Projecto Unison.

Presa na sua casa em Genebra, aguardando julgamento, Paulina confessa as suas realizações para Emma Printemps, uma jovem escritora de biografias. Elas correm contra o tempo para salvar do esquecimento a memória autobiográfica da Paulina e descobrir a verdade sobre os algoritmos que estão na base da sua mais brilhante neuroinvenção - o misterioso e afectuoso robô Salvatore.

 

Sobre a relevância do tema



A memória autobiográfica é o mecanismo do cérebro que tece a história das nossas vidas. A capacidade de viajar no tempo, para o passado ou para o futuro, uma vez que a imaginação e a memória dependem do mesmo mecanismo cerebral, é uma das características que nos distingue enquanto humanos. Recordar memórias positivas faz-nos sentir alegres e é prática recomendada no tratamento da depressão. Também têm sido reconhecidos os benefícios da memória na promoção de vinculos sociais. Inversamente, não ser capaz de recordar a nossa história pessoal, como acontece nas doenças neurodegenerativas que afectam a memória (Alzheimer, demência), torna essas condições particularmente devastadoras. Parte das memórias desaparece com a passagem do tempo. O mecanismo do esquecimento retém aquelas que são importantes e relevantes, descartando as outras para dar espaço à lembrança de novas memórias.







Evento inserido na Semana do Cérebro



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