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A nossa vida é afectada pelos ritmos do dia: fazemos a alternância entre estarmos acordados e a dormir e muitos dos processo químicos do corpo são organizados tendo por base o dia e a noite. Por exemplo, a temperatura do corpo e a pressão arterial são mais baixas à noite do que durante o dia, e o apetite varia.
O relógio interno
O cérebro tem um relógio interno: uma pequena colecção de células nervosas que controlam o nosso ritmo diário. O relógio interno tem o seu próprio ritmo de 24,5 horas por média, mas mantém-se em sintonia com a luz do dia e a actividade de 24 horas.
Pessoas A e B
O ritmo dos relógios internos varia ligeiramente. Talvez seja esta a razão pela qual as pessoas A se sentem muito frescas pela manhã e cansadas à noite, enquanto que as pessoas B só acordam bem a meio do dia e só estão verdadeiramente bem à noite. Os investigadores acreditam que o relógio interno de uma pessoa A tem um ritmo ligeiramente mais rápido do que a média das 24,5 horas e que o da pessoa B tem um ritmo ligeiramente mais lento.
O nosso relógio interno controla a nossa percepção do tempo
Entre outras funções, o relógio interno controla a glândula pineal que segrega a melatonina. A melatonina é uma hormona cerebral transportada no corpo pelo fluxo sanguíneo. A melatonina afecta o nosso ritmo diário. É produzida muita melatonina durante a noite, e pouca durante o dia. Como a glândula pineal é influenciada pela luz, não é produzida muita melatonina durante os meses de Verão. A melatonina afecta a produção do cérebro das hormonas sexuais em muitos animais, evitando a reprodução durante o Inverno. A melatonina também controla o crescimento das pelagens de Inverno nos animais.
Fusos horários
A melatonina pode ser utilizada para configurar o relógio interno. Caso seja tomada melatonina sob a forma de comprimido ou se for introduzida luz de modo a afectar a própria produção de melatonina realizada pelo corpo, a fadiga e a desorientação frequentemente sentidas quando se viaja por vários fusos horários são diminuídas. Os sintomas do fuso horário são: dificuldade em dormir, stress e mudanças de apetite que persistem até que o viajante se tenha acostumado ao ritmo diário local.
Trabalho por turnos
Demora 4,5 dias para que o relógio interno do cérebro transforme todos os processos do corpo para um novo ritmo diário, por exemplo trabalhar durante a noite. Durante a fase de transição, o corpo experimenta uma espécie de stress que é prejudicial. O que explica a razão pela qual as pessoas que trabalham por turnos têm uma esperança de vida inferior.
O cérebro fala com o corpo
O nosso corpo só funciona se o equilíbrio entre a sua temperatura, sal e água permaneça constante quer nos encontremos no Sahara ou no topo do Everest. Os sentidos enviam mensagens para o cérebro sobre as condições particulares que estão a ser experimentadas pelo corpo. O cérebro envia então uma mensagem para o corpo sobre a forma como deve reagir.
O cérebro comunica com o corpo através do sistema nervoso e substâncias especiais: as hormonas. As hormonas são transportadas para as células do corpo através do fluxo sanguíneo e pelo caminho actuam nas células que são particularmente receptivas a elas.
O hipotálamo segrega um determinado número de hormonas. Estas áreas do cérebro são muito diferentes nos homens e nas mulheres. Algumas hormonas agem directamente nas células do corpo provocando, por exemplo, a sua contracção e a absorção de sal. Outras agem sobre as glândulas do corpo provocando a secreção de novas hormonas, como por exemplo as glândulas pituitária e sexual.
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